Sete de Setembro – Independência do Brasil

Somos, de fato, um País Independente?

Meus Irmãos.

Há 198 anos, mais precisamente no dia 7 de setembro de 1822, o Brasil declarava sua independência, rompendo seu vínculo como colônia de Portugal. Que nos tornamos um país soberano, não há dúvidas, porém afirmarmos que somos um país independente é questionável. Primeiro porque para uma nação ser considerada totalmente independente, ela não deve apenas deixar de ser uma colônia, mas sim possuir total autonomia político, cultural e econômica. Segundo porque em um mundo, hoje, globalizado praticamente todas as nações dependem uma das outras para se desenvolver.

A verdade é que não decolamos, vivemos estagnados, somos ou do terceiro mundo ou emergentes, e a corrupção é a tônica, a desonestidade virou moda e a impunidade se tornou padrão, com governantes cuja peculiaridade é serem antiéticos por interesse e conveniência.

Chegamos a este belo país que temos hoje. Com altos índices de violência, níveis de educação vergonhosamente abaixo de todos os países emergentes, economia em turbulência e, claro, o ingrediente mais brasileiro: O jeitinho malandro, que deu início a uma onda de corrupção sem precedentes.

O que caracteriza um país justo, moderno, independente e que oferece boa qualidade de vida à população são: uma agropecuária moderna e autossustentável, estrutura industrial completa, desenvolvimento científico e tecnológico avançado, modernos e eficientes meios de transporte e comunicação, pequeno número de analfabetismo, boas condições de moradia, alimentação, habitação e saneamento básico, baixa taxa de mortalidade infantil, uma eficiente rede de saúde pública, com hospitais bem equipados e com profissionais totalmente treinados e com capacidade de ajudar os pacientes, leis sérias e realmente punitivas, polícia integrada e que possa combater a violência e, para finalizar uma elevada expectativa de vida.

É chegada a hora de conquistarmos realmente essa tal independência que só acontecerá se banirmos tudo de ruim que tem hoje. Nosso grito de hoje não pode ser mais o mesmo de 1822. Independência, meus Irmãos, como alguém um dia afirmou “começa na consciência individual”. Mas só a consciência coletiva em ação, constrói a nação e a nação é o produto do esforço coletivo consciente do país: Humano, repartidor de riquezas e solidário com seu povo. Nação rima com justiça, inclusão, democracia e cidadania.
País “independente” sem essa consciência em prática: Não constitui uma nação. É apenas uma citação geográfica, sem soberania, vulnerável e economicamente dependente.”

Não queremos ser, eternamente, o país do futuro? Queremos ser o país do presente, preocupado em construir valores essenciais para criação de políticas públicas voltadas à promoção da justiça social e da solidariedade e, ao mesmo tempo, se contrapor aos seus contrários – a iniquidade e a desigualdade.

Rubens Martins Júnior
Grão-Mestre
Grande Oriente do Paraná

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